Investir em imobiliário: por onde começar?


Comprar para arrendar é um conceito que tem visto recentemente um grande aumento. Os preços altos das rendas tem levado a uma corrida pela procura de imóveis como forma de investimento e consequentemente, a um aumento significativo nos preços de venda. Temos também visto muitas dúvidas e informação errada pelo que vamos então falar sobre investimento em imobiliario. Vamos falar sobre se vale a pena ou não investir neste tipo de ativo, quais as opções disponiveis e o que devemos ter em conta na hora de aplicar o nosso dinheiro.

Vale a pena investir em imobiliário?

A resposta curta e grossa é: depende! Trata-se de uma questão muito abordada e discutida e não existe uma resposta certa uma vez que depende de vários fatores:
– o valor do investimento
– a zona
– o estado do imovel
– o retorno esperado
– os potenciais inquilinos
– o tipo de investimentos que já possamos ter em carteira
– o financiamento (taxas de juro, etc…)
– etc..

Quer isto dizer por exemplo que o mesmo apartamento pode fazer sentido como investimento para mim, mas não para si. As condições de financiamento podem ser diferentes ou poderemos ter pesos diferentes nas diversas categorias de ativos.

Existem portanto imensos fatores que deveremos considerar ao decidir enveredar por este tipo de investimento. Embora de maneira geral os imoveis estejam (em nossa opinião) caros, isso não significa que não seja possivel encontrar boas oportunidades, apenas é mais dificil.

Quais as diferentes formas de investimento em imoveis?

Grosso modo, existem duas formas distintas de se aceder ao mercado imobiliario: pela via direta, ou seja adquirindo pessoalmente o imovel, ou pela via indireta, investindo num fundo ou ETF que detenha empresas que fazem gestão imobiliaria. Um meio termo seria adquirir diretamente o imovel e entrega-lo a uma empresa que faça a sua manutenção. Ambas as situações têm vantagens e desvantagens e mais uma vez não existe uma escolha acertada, depende de como quer abordar o problema e que tipo de trabalho quer ter. É daquelas pessoas que prefere pintar sozinho a casa ou é daqueles que não quer nem trocar uma lampada? Prefere lidar com inquilinos ou deixar esse trabalho a uma agencia?
Prefere maximizar o lucro investindo num apartamento que lhe parece grande oportunidade ou prefere diluir o risco sendo dono parcial de imensos imoveis?
No fundo é uma escolha pessoal. Faça da maneira que o deixa mais feliz.

Comprar o imovel diretamente, o que ter em conta?

O primeiro passo é ser conhecedor do mercado. Não salte de cabeça para a primeira opção. Limite-se a um determinado conjunto de fatores como por exemplo a zona e tipologia do imovel. Se por exemplo estiver limitado a apartamentos T2 com menos de 20 anos no centro histórico do porto será mais facil identificar uma oportunidade quando ela aparecer do que se estiver a ver aprtamentos e terrenos e escritorios em todo o distrito de braga.
Lembre-se: a especialização torna a decisão mais racional.
Escolha um tipo e uma zona atrativa, identifique quais as razões pelas quais as pessoas gostariam de lá viver.

Em segundo lugar pense no inquilino que quer ter. É diferente arrendar a casa a estudantes do que arrendar a jovens profissionais. Inquilinos diferentes têm necessidades diferentes e dão trabalhos diferentes ao senhorio.

Em terceiro lugar procure o melhor crédito à habitação. Cerca de 60% das pessoas vão para o primeiro que lhes aprove o crédito sem procurar uma segunda opção. Em nossa opinião este é um fator determinante no seu sucesso como investidor em imobiliário. Acredite que 1% no spread faz muita diferença no final de contas.

Esperamos que com este artigo esteja melhor preparado para se tornar um investidor em imobiliario.

Boa sorte e bons investimentos!