16 erros financeiros que a maioria das pessoas comete mas que ninguém admite


Um estudo feito em 2013 pela wells fargo mostrou que 44% das pessoas preferem discutir temas como a morte, religião, política ou saúde, do que a própria situação financeira. Para a esmagadora maioria, falar sobre a sua própria situação financeira parece tabu. Na verdade, o número de pessoas que é capaz de admitir ter cometido um erro no que diz respeito a finanças é inferior a 10%!
Este tipo de postura perante o dinheiro faz com que a maioria das pessoas esteja completamente às escuras nesse tema.

Eis uma lista dos erros financeiros mais comuns.

1. Contar com a segurança social

Alguns estudos indicam que a segurança social vai ficar sem dinheiro dentro de aproximadamente 20 anos. Isto não significa que a segurança social vai desaparecer. Significa sim que ao longo do tempo é de esperar cada vez mais cortes por parte do estado. Não acredito que este cenário chegue a acontecer pois dele nasceria provavelmente uma anarquia. Acredito sim que com base no que está a acontecer com a nossa sociedade, como por exemplo o aumento recorrente da divida publica ou o envelhecimento da população, os apoios que o estado fornece aos que dele precisam, serão cada vez menos, deixando os mais pobres em maus lençóis.
As pessoas precisam de fazer planos para colmatar esta quebra de rendimento aquando da sua reforma, através de poupança e investimento adequados a cada caso.

2. Ser ignorante quanto aos créditos

A maioria das pessoas não conhece grande parte dos termos que são usados ao recorrerem a um crédito, principalmente um crédito à habitação. Desta forma confiam cegamente nas pessoas que os “apoiam”, como o agente imobiliário ou o gestor de conta do seu banco. Tenha em conta que, embora a maioria das pessoas nestas instituições seja bem intencionada, pode sempre ser alvo de má informação e cometer erros gravíssimos. Mesmo sem pensar neste pior cenário, o simples fato de conhecer a terminologia e o funcionamento dos créditos, pode fazer com que tome decisões mais acertadas. E no que diz respeito a crédito à habitação lembre-se sempre que existe a alternativa de arrendamento. O pensamento comum de que “arrendar uma casa é deitar dinheiro ao lixo” ou “não vou estar a pagar por uma coisa que nunca vai ser minha” nem sempre é correto. Na verdade, a maioria das pessoas se ponderasse racionalmente os prós e os contras de cada situação, muitas vezes pensaria de maneira diferente. Na verdade conheço muitas pessoas que “se soubessem o que sabem hoje” nunca teriam comprado casa. Um crédito tem habitualmente um prazo muito longo, tome cuidado com a sua decisão e procure sempre uma segunda opinião.

3. Gastar demais com a casa

Este é habitualmente o item que mais peso tem nas nossas carteiras.
O senso comum dita que não deve gastar mais do que 25% do seu salário com a casa.
Isto por vezes pode parecer difícil pois viver em Lisboa é muito diferente de por exemplo viver em Coimbra mas tente manter as despesas com a casa abaixo desta fasquia. Não é preciso viver num palácio!

4. Não ter noção do que tem em dívida

Isto pode parecer absurdo mas muitas pessoas não fazem ideia do quanto devem. Na verdade, alguns estudos indicam que, pessoas que usam habitualmente cartões de crédito, quando questionados sobre o valor que têm em divida, dizem números 40% abaixo do que realmente devem. Isto são números médios. Algumas pessoas pensam por exemplo dever apenas 300 quando o cartão já vai com 600 em dívidas!

5. Ser financeiramente infiel com o conjugue

Fiquei chocado ao saber que 43% dos casais que vivem juntos não saberem ao certo qual o salário do parceiro. O que é ainda mais estranho é o fato de um em cada três adultos admitir que engana financeiramente o parceiro. Não admira que tantos casamentos acabem em divórcio e o motivo é maioritariamente… dinheiro!

6. Não educar as crianças

Sendo o dinheiro uma das coisas mais importantes na vida (Saúde, Amor, Dinheiro… são habitualmente os maiores desejos), parece estranho que não se ensine mais sobre dinheiro nas escolas. Ora isto está fora do nosso controlo mas podemos sempre ensinar nós próprios as nossas crianças, se necessário, também o devemos aprender. Conceitos como poupar e investir devem ser enraizados nas crianças desde cedo. Isto pode parecer-lhe meio idiota mas acredite que os ricos fazem-no! Manter as crianças em ignorância financeira pode ter repercussões graves para toda a vida e fazer deles adultos que vivem de ordenado em ordenado. Como dizem os Portugueses, é de pequenino que se torce o pepino.

7. Não fazer orçamentos familiares

só um terço da população é que tem algum tipo de planeamento dos gastos mensais. Isto significa que dois terços das pessoas simplesmente recebem o ordenado e vão gastando à medida que as coisas aparecem, até ele desaparecer. Lembre-se que se não sabe onde gasta o dinheiro, é muito difícil tomar decisões racionais.

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8. Não ter um fundo de emergência

Um fundo de emergência é aquele valor que devemos ter sempre disponível para, como o nome indica, uma emergência! O seu carro avariou, ficou sem emprego de repente, o telhado ruiu parcialmente, etc. Enfim, é uma pequena quantidade que serve para fazer face aos imprevistos que a vida nos trás.
Um fundo de emergência é difícil quantificar pois cada caso é um caso. Depende de vários factores como a idade da pessoa, se tem filhos ou não, se vive com os pais ou sozinho, etc. Deverá fazer uma estimativa do quanto precisa para sobreviver por uns meses caso fique doente ou sem emprego. Esse valor deve ficar parado para os extremos e não ser usado para comprar aquela televisão fantástica pela qual acabou de se apaixonar e que por coincidência do destino está com desconto de 23%. Muitas pessoas não saem dos cartões de crédito pois sempre que aparece um imprevisto são forçados a recorrer a ele por falta de um fundo de emergência.

9. Financiar qualquer coisinha com um crédito

Mas a televisão pode ser paga em 10 vezes. SEM JUROS! porque raio a deverei pagar a pronto? É muito simples, esses créditos só incentivam a consumo desnecessário. Mas eu ia comprar a TV de qualquer maneira! Pois, mas ao fazê-lo a crédito está a alimentar um hábito e acredite que não é um bom hábito. As pessoas perdem-se habitualmente nestas armadilhas psicológicas e chegam a acumular vários créditos deste género. Quando dão por ela estão a afogar-se em pequenas prestações que quando somadas lhe levam o ordenado todo. Se não pode pagar a pronto, pense bem nisso.

10. Ter apenas uma fonte de rendimento

Ter mais do que um emprego é muito complicado. Acredite que eu já lá passei. Nem todos podem dar-se ao luxo de aguentar ter dois empregos, principalmente quando se tem uma família mas para pessoas mais jovens e energéticas um segundo emprego pode trazer vários benefícios. Não só trazem um rendimento extra como nos dão outra segurança e permitem aprender coisas novas e alargar os nossos horizontes. Se não tem tempo para isso, coisa que eu sei que acontece realmente na maioria dos casos, procure algum tipo de investimento que lhe traga uma segunda receita. Por pouco que seja, com o passar dos anos o pouco transforma-se em muito e, poupar e investir é sempre um excelente hábito!

11. Esquecer os impostos

Pessoas que trabalham por conta própria são os mais sacrificados neste item (mas não os únicos). Faça sempre as contas ao IVA a entregar ao estado ou os pagamentos à segurança social. É muito fácil pensar que se ganha mil euros com “recibos verdes” mas no final de contas, quando vem a segurança social e o IRS chega-se à conclusão que os mil afinal mais parecem setecentos.

12. Comprar novo

É curioso como é senso comum que quando se compra um carro ele perde boa parte do seu valor mal sai da loja. No entanto as pessoas não pensam da mesma forma quanto às restantes necessidades. Não imagina o que pode poupar ao comprar aquela televisão ou o móvel no OLX. Faça sempre uma pesquisa antes de decidir pela compra de artigos novos.

13. Não negociar o preço

Regatear não é só nas feiras! Sabia que a maioria das lojas está disposta a igualar o preço de um concorrente? Nalguns casos chegam mesmo a fazer um preço inferior. Isto pode parecer-lhe estranho tendo em conta que hoje em dia “é de lei” ter os preços em tudo mas a verdade é que as lojas têm margem para oferecer um desconto. Uma vez vi numa loja da Zara uma senhora chegar ao balcão com uma meia dúzia de peças de roupa e dizer que só as levava se tivesse um desconto de 10%, senão não levava nenhuma. Para meu espanto a gerente deu-lhe realmente um desconto de 10%. Não tenha vergonha de pedir um desconto!

14. Gastar demasiado em prendas

Os pedidos de apoio ao endividado sobem cerca de 25% nos meses de Janeiro e Fevereiro. Resultado dos excessos do Natal. Não digo que não se deve dar presentes no Natal, principalmente às crianças, mas pense nisso com calma. Existem alternativas!

15. Ser vitima das ofertas

Já alguma vez lhe ofereceram um cartão de crédito que lhe dava uma máquina de café após a primeira compra acima de x? Pois então fique sabendo que 80% das pessoas compram coisas que não precisam apenas para atingir o valor e ter a tal oferta.
Ser vitima das ofertas não acontece apenas nestes casos dos cartões de crédito. E que tal aquele cartão do seu hipermercado que lhe dá 10% em cartão quando faz compras acima de x?
Não digo que não devemos aproveitar estas ofertas. Claro que sim. Se usadas racionalmente podem trazer-lhe grandes poupanças mas não faça as suas compras por impulso. Pense sempre se está realmente a ganhar com isso.

16. Não continuar a sua aprendizagem

Muita gente pensa que aprender acabou na escola. Se é o seu caso provavelmente vai ter sérias dificuldades ao longo da vida. Não custa nada dar uma olhada num livro novo ou num video no youtube. A Internet está cheia de tutoriais gratuitos para quase todas as áreas e a área financeira não é excepção. Use e abuse desses tutoriais.
O conhecimento não ocupa espaço!