ABC do investimento – Parte 7 – Portefólio e diversificação

Parte 1 – Introdução
Parte 2 – O que é investir?
Parte 3 – Conceito de Capitalização
Parte 4 – Conheça a sua personalidade como investidor
Parte 5 – Prepare-se para contradições
Parte 6 – Tipos de investimento
Parte 7 – Portefólio e diversificação
Parte 8 – Conclusão

É bom esclarecer como os títulos são diferentes uns dos outros, mas é ainda mais importante entender como as suas diferentes características podem trabalhar em conjunto para alcançar um objetivo.

A Carteira (Portefólio)

Uma carteira é uma combinação de diferentes ativos de investimento que tem por finalidade atingir o (s) objetivo (s) de um investidor. Itens que são considerados como parte da sua carteira podem incluir qualquer ativo que possui – a partir de itens reais, como arte e imobiliário, até ações, instrumentos de renda fixa, o seu dinheiro e equivalentes. Para os fins desta seção, iremos concentrar-nos nos tipos de ativos mais líquidos: ações, títulos de renda fixa e caixa e equivalentes.

Uma maneira fácil de pensar num portfólio é imaginar um gráfico de “pizza”, cujas porções representam a parte do investimento de cada tipo de veículo, no investimento total. A combinação de ativos que escolher deve estar de acordo com os seus objetivos e estratégia, e isso determinará o risco e o retorno esperado da sua carteira.

Tipos básicos de carteiras

Em geral, as estratégias de investimento agressivas – aquelas que geram o maior retorno possível – são mais apropriadas para os investidores que, por causa deste alto retorno potencial, toleram um risco mais elevado (podem causar grandes flutuações de valor) e um horizonte de tempo mais longo. As carteiras agressivas geralmente têm um maior investimento em ações.

As estratégias de investimento conservadoras, que colocam a segurança como prioridade, são mais apropriadas para investidores que têm aversão ao risco e têm um horizonte temporal mais curto. As carteiras conservadoras consistirão principalmente em caixa e equivalentes de caixa, ou em instrumentos de renda fixa de alta qualidade.

Para demonstrar os tipos de alocações que são adequados para essas estratégias, vamos olhar para estas amostras de ambos, quer de um investidor conservador, quer de um investidor com um portfolio moderadamente agressivo.

Repare que os termos dinheiro e mercado monetário referem-se a qualquer investimento de renda fixa de curto prazo. Dinheiro numa conta poupança ou um certificado de depósito (CD), que paga um juro um pouco mais alto, são exemplos. (Poderá ler mais sobre o mercado monetário no Tutorial do Mercado Monetário.)

O objetivo principal de uma estratégia para uma carteira conservadora é manter o valor real da carteira, ou proteger o valor da carteira contra a inflação. A carteira que vê aqui obteria elevados rendimentos provenientes das obrigações e também geraria um potencial de crescimento de capital de longo prazo a partir do investimento em ações de alta qualidade.

Um portfólio moderadamente agressivo destina-se a indivíduos com um horizonte temporal mais longo e uma tolerância ao risco média. Os investidores que consideram este tipo de carteiras atraentes, procuram equilibrar a quantidade de risco e retorno contidos no fundo.

A carteira seria composta por aproximadamente 50-55% de ações, 35-40% de obrigações, e, por fim, 5-10% de caixa e equivalentes.

Pode ainda dividir as classes de ativos acima em subclasses, que também têm diferentes riscos e potenciais retornos. Por exemplo, um investidor pode dividir a parcela de capital entre grandes empresas, pequenas empresas e empresas internacionais. A parcela de obrigações pode ser repartida entre as que são de curto prazo e de longo prazo, governo versus empresa, e assim por diante. Investidores mais avançados podem ainda ter alguns dos ativos alternativos, como opções e futuros nesta combinação. Como pode ver, o número de possíveis combinações de ativos é praticamente ilimitado.

Porquê Portfolios?

Tudo gira em torno da diversificação. Diferentes títulos têm desempenhos diferentes em qualquer ponto no tempo, então com uma combinação de ativos, a sua carteira não vai sofrer muito com o declínio de um único título. Quando as suas ações perderem valor, ainda consegue manter a estabilidade dos títulos da sua carteira.

Têm existido todo um tipo de estudos académicos e fórmulas que demonstram que a diversificação é importante, mas na realidade, tudo se trata de “não por os ovos todos na mesma cesta”. Ao diversificar os seus investimentos em vários tipos de ativos e mercados, você reduzirá o risco de perdas financeiras catastróficas.